OS VINHOS DO ENCONTRO DE INVERNO 2012 EM TERESÓPOLIS

No sábado passado, dia 04 de agosto, foi realizada no restaurante Cremerie Geneve a 57ª Degustação da CAE. Nosso Encontro Anual de Inverno.

Participaram da degustação os Confrades Sergio Tonelotto, Valéria Patrocínio, Lorena Reis, Marcelo Andrade, Jurivan, Meyre, Sônia Maris, Glauco Vaz, e os Convidados: Ivone, Marcos e Wanda. Também participaram do jantar: Solange, Cíntia, Andréa, Renan e ainda Thiago e Bernardo.

Fomos muito bem acolhidos pelo Chef Reinaldo e seu pai, o Sr. Carivaldo, desde os preparativos para a degustação, com direito a Cardápio especialmente confeccionado para o nosso jantar harmonizado, com mensagem do nosso Presidente, logo da CAE na capa e tudo o mais. Uma recordação que cada um dos participantes pôde guardar e levar para casa.

O atendimento esmerado à nossa grande mesa, feito pela Joelma e pelo Gustavo, foi muito bom. Eles estiveram sempre em busca de nos servir da melhor maneira possível, trocando nossas taças a cada um dos 10 vinhos que degustamos e correndo para deixar as próximas lavadas e secas, todo o tempo buscando saber se queríamos algo mais. Coisa fina mesmo.Os vinhos estavam excelentes. Um melhor do que o outro.

Os pratos servidos estavam muito gostosos e harmonizaram com todos os vinhos. Os Confrades aprovaram o local, sua comida, o atendimento e os vinhos degustados. O Encontro, como sempre, foi mais uma oportunidade de confraternização entre todos os presentes. Desta vez, o convívio foi por todo o fim de semana. Ainda visitamos a cervejaria St. Gallen no sábado para o almoço, e alguns de nós, retornaram à Cremerie no dia seguinte para visitar a Fazenda Geneve e degustar mais queijos e vinhos na companhia do Chef Reinaldo e do Sr. Carivaldo. Um fim de semana em que pudemos estar com os amigos, desfrutar de boa comida e degustar excelentes vinhos. E que já está dando saudades…

Durante o Encontro de Inverno, a atual diretoria da CAE foi reeleita juntamente com mais dois novos Coordenadores. Jurivan e Aurea.

Que eles sejam muito bem vindos e possam auxiliar ainda mais na continuidade do trabalho de tornar esta Confraria a cada dia melhor.

OS VINHOS
Os vinhos foram selecionados com base na qualidade e preço, atingindo um patamar acima de R$ 230 reais por garrafa. Ao todo, foram degustados vinhos da França, resentados por Champagne, Loire e Bordeaux; Alemanha, Reinhessen; Itália, pela Toscana; Espanha por Rioja e Alicante; Portugal, Alentejo; e por último, a Grécia.

Abaixo, os vinhos das degustação.

– Champagne Deutz Brut Classic (Deutz) – França
Chardonnay, Pinot Meunier, Pinot Noir. O Brut Classic é um típico exemplo da “assemblage” para manter ano após ano, uma qualidade e um estilo constantes. Todos os anos, uma proporção importante de vinhos provenientes de colheitas anteriores ditos “vinhos de reserva” é incorporada à cuvée na proporção de 20 a 40% no intuito de alcançar esse objetivo. Maturação de no mínimo 30 meses sobre as borras. Praticamente 97% das castas é oriunda dos grandes crus de champagne.

– Savennières Tri Spéciale 2003 (Domaine Baumard) – França
O fantástico Trie Spéciale é o melhor Savennières de Baumard e uma das maiores expressões da casta Chenin Blanc. Colhida com 15% de botrytis. No geral, um vinho frutado, floral e de excelente acidez que está pronto para beber. Mas ainda pode ser guarado por mais de 10 anos. Não passa por madeira.

– Pouilly Fumé Cuvée Majorum 2009 (Thierry Redde) – França
A delicadeza e a mineralidade deste estilo de Sauvignon é única, contrastando com a maioria dos Sauvignons do Novo Mundo. 100% Sauvignon Blanc, este Pouilly Fumé é fermentado em tonéis de carvalho, ficando sobre as borras por mais 12 meses. Este vinho foi o escolhido para ser servido no jantar de gala, no Château de Chambord, em homenagem ao Príncipe Charles e à falecida Princesa Diana em 1988. Potencial de guarda de 15 à 20 anos. Cinco estrelas Parker! Decantado por 30 minutos.

– Chateau Cantemerle 3nd. Grand Cru Classé 2004 (Ch. Cantemerle) – França
De acordo com escritor inglês “Tom Stevenson”, os vinhos do Château Cantemerle são caracterizados por serem complexos, rico, com notas de carvalho, aromas de frutas e um belo equilíbrio. O potencial de guarda de mais 30 anos, mas atingem sua maturidade entre o oitavo e o vigésimo ano. A mistura típica é uma composição de 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot, 5% Cabernet Franc e 5% Petit Verdot. Estágio em carvalho francês novo por mais de 12 meses.

– Vino Nobile di Montepulciano Riserva 2003 (Boscarelli) – Itália
O Vino Nobile é elaborado com 90% Sangiovese e 10% Merlot. Videiras com mais de 35 anos. Fermentado em cascos de madeira e maturado em Allier esloveno por cerca de 24 à 30 meses.

– Avan Terruño de Valdehernando 2009 (Juan Manuel Burgos) – Espanha
Bodegas y Viñedos Juan Manuel Burgos. Composto com 100% Tempranillo, provenientes de um vinhedo com mais de 85 anos. O vinho é maturado 18 meses em barricas de carvalho francês. Não é filtrado. Foram elaboradas apenas 2.800 garrafas deste néctar. Ideal para acompanhar carnes vermelhas, pratos bem elaborados ou simplesmente sozinho. Decantado por 1 hora.

– Lima Mayer Petit Verdot 2006 (Lima Mayer) – Portugal
Este vinho é o grande destaque dessa vinícola qu e tem Rui Reguinga como enólogo. Estágio em barrica de carvalho francês novo durante 14 meses. Foram produzidas apenas 3.500 garrafas. Bons anos de guarda pela frente.

– Anatolikos 2000 (Gaía) – Grécia
Composto de 100% Agiorgitiko (cepa grega, região do Peloponeso), colhida quase seca (em estágio de uva passa), prensada e maturada 5 anos em barricas de carvalho francês. Sem dúvida, uma boa alternativa de vinho de sobremesa, especialmente se acompanhado de algumas delícias de chocolate.

– Fondillón Gran Reserva 1980 (Salvador Poveda) – Espanha
Produzido pela uva Monastrell colhida tardiamente. Envelhecimento mínimo de 8 anos em barris de carvalho, resultando em um vinho intenso, complexo e de alto grau alcoólico. Envelhecimento médio de 20 anos. Rubi escuro. Notas complexas adocicadas de baunilha, figo seco e damasco com toque de café e cacau. Forte e opulento, muito harmônico e equilibrado com final de boca expressivo.

Microcervejaria Villa St. Gallen.
Para quem ontem não teve a oportunidade de ir lá na Vila St Gallen, já estamos planejando uma nova visita.  O local é um complexo gastronômico composto de uma cervejaria, um bistrô, um posto de venda da Fazenda Geneve, uma loja de souvenirs e uma capela típica alemã com canto gregoriano.

Bebemos a tripa de degustação que contava com quatro cervejas, a Therezópolis Lager, a Weissbier, uma Stout e uma Red Ale. Comemos bem, mix alemão, joelho de porco, croquetes e ourtros.

Mas o principal estava no final. Naquela de fazer brinde alemão, Prost para lá e para cá, o mestre cervejeiro da St Gallen, o Maurício, me chamou para beber diretamente do tanque as cervejas com ele. Ao servir o primeiro copo ele me perguntou se mais alguém da mesa queria acompanharmos, claro que sim. Juntaram-se o Glauco, o Marco, o Marcelo, Lorena. Resumo. Ganhamos um aula de graça, tiramos dúvidas, experimentamos várias cervejas, na verdade bebemos mais de graça do que pagamos em cerveja na mesa.

Para fechar, o Maurício nos convidou para acompanhar o início da preparação de uma cerveja, pena que em geral é durante a semana. Hoje conversando com o Glauco, comentamos sobre a possibilidade desse evento acontecer em um sábado, tentarei arduamente que isso aconteça. (Sérgio Tonelotto)

A seguir,  os videos e as fotos do evento que este ano contou com uma passagem expressa a Villa St. Gallen.

Apresentação da nova direção!

Neste encontro foi mantida atual diretoria, composta pelo Presidente Sérgio Tonelotto, pela Vice-presidente Valéria Patrocínio e pela Coordenadora Lorena Reis. Para o próximo, foram adicionados mais dois Coordenadores, Jurivan e Áurea Rodriguez.

A CAE mais uma vez encerra em nosso Encontro de Inverno um ciclo diretivo, e como em todo ciclo, passou por mudanças. A cada degustação novos desafios, novos sabores, a procura pela melhor expressão do nosso prazer pelo vinho, mas o interessante que isso não partiu de nenhuma cobrança explícita, vem da vontade primordial de aprender, entender, deixar-se enredar nos aromas, cores e sabores. Somos todos percrustadores da alma do vinho.

Não podemos deixar de ressaltar que esse objetivo comum pelo vinho expressa a vontade de cada um de compartilhar à mesa, a amizade, o companheirismo e o conhecimento, e é claro, do prazer de beber ótimos vinhos.

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Ano que vem estaremos em Visconde de Mauá!

Saúde!
Confraria das Águas Escondidas.

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